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Resenha: O Feiticeiro de Terramar (Ciclo Terramar 1) – Ursula K. Le Guin

 

Autor: Ursula K. Le Guin
Ano: 2016
Páginas: 176
Editora: Arqueiro
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Sinopse: Há quem diga que o feiticeiro mais poderoso de todos os tempos é um homem chamado Gavião. Este livro narra as aventuras de Ged, o menino que um dia se tornará essa lenda.

Ainda pequeno, o pastor órfão de mãe descobriu seus poderes e foi para uma escola de magos. Porém, deslumbrado com tudo o que a magia podia lhe proporcionar, Ged foi logo dominado pelo orgulho e a impaciência e, sem querer, libertou um grande mal, que o levou a uma cruzada mortal por mares solitários.

 


Para que uma palavra seja dita é necessário silêncio. Antes e depois.

Quando o nome Ursula K. Le Guin me vem a cabeça, ele geralmente vem seguido da palavra ‘precursora’.  E após iniciar a série Ciclo Terramar, esse sentimento só se intensificou; eu posso citar pelo menos três autores que usaram o universo criado por Le Guin como referência para suas próprias narrativas fantásticas; Um exemplo especialmente forte é Patrick Rothfuss, autor de O Nome do Vento, que claramente tem como base para seu universo o sistema de nomeações e construção mágica de Terramar.

Em O Feiticeiro de Terramar, temos uma trama que vai do erro à redenção. Uma historia que se inicia com um jovem talento arrogante e inconsequente, que tendo como impulso seu próprio ego causa uma série de consequências trágicas com suas ações impensadas, e prossegue então com a narrativa de amadurecimento e arrependimento, e por fim, o a conclusão da historia de um lenda magia.

Havia poder nele – se soubesse como usá-lo. Então ele procurou, entre todos os feitiços que conhecia, algum ardil que pudesse lhe dar, bem como aos companheiros, uma vantagem ou, ao menos, uma chance. Mas somente a necessidade não era suficiente para libertar o poder: precisava haver conhecimento.

No primeiro livro da série conhecemos a história de Ged, um garoto morador de um pequeno povoado em uma das ilhas menores de Terramar; ele é habilidoso, inteligente e arrogante, um prodígio. Usando seus talentos Ged consegue construir um circulo de respeito a sua volta, mas também acumula inimigos; e é duelando contra um rival que ele acidentalmente abre uma fenda usando um feitiço proibido e atrai um sombra para o mundo que tem como objetivo devorar e assumir a identidade do seu invocador.

Assim se inicia a jornada de Ged, a princípio uma fuga desesperada e posteriormente uma caça incansável pelo seu algoz. Ele faz uma jornada solitária que trás amadurecimento e conhecimento e transforma o menino arrogante no mago que desde o início era esperado ele se tornar.

Um homem que sabe que seu verdadeiro ser está inteiro não pode ser usado ou possuído por poder nenhum além de si mesmo.

Com uma narrativa sensível e focada na auto descoberta,  Ursula K. Le Guin cria uma trama que preenche a alma do leitor e satisfaz com facilidade. Ela abre a série Terramar mostrando que nem só de grandes batalhas e criaturas fantásticas vive uma boa fantasia; aqui, um personagem bem desenvolvido pode literalmente roubar a cena frente a dragões e bestas.

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